PRAIA



P A U L I S T I N H A
“Quando lembro daquele dia, recuso-me a pensar em qualquer coisa que não seja naquilo...”

      O sol estava forte, o dia limpinho, sem uma nuvem sequer no céu.
      A praia estava do jeito que a gente gostava, nem muito cheia, nem vazia de tudo, simplesmente estavam lá, o mesmo pessoal de sempre, os velhos nas mesmas barracas, as mulheres nos mesmos biquínis, os mesmos paneleiros metidos a surfistas, o pessoal do frescobol, do futebol, a galera amiga do surf, e nós, os mesmos vagabundos de praia.
      Já tínhamos cumprido nossa cota diária de água, e de “vacas”, e estávamos sentados no meião da areia, na sombra das pranchas cravadas de pico na areia fofa. Estávamos ali, vagabundeando, admirando vez por outra os feras na prancha em suas manobras ou mesmo esticando um ou outro olhar matreiro pra uma visitante de passagem pela nossa faixa de praia.
      Vez por outra, dependendo da disposição, ou mesmo da animação causada por uma manobra bem feita, entravamos na água novamente por algum tempo, e quando não era isso, era pra dar um desaguadinha mesmo, que ninguém era de ferro.
      Essa era nossa rotina quase diária naquela época, praia, praia e praia.       
      Nossas peles, mais pareciam couro, e nossa cor, beirava a um castanho escuro; de branco poucas partes escondidas.
      Foi num desses dias, que ele nos apresentou sua prima vinda de São Paulo.
     Tirando a “cor de cera de vela”, a paulistinha era qualquer coisa de virar a cabeça de qualquer mortal. Tinha lá seus dezessete, dezoito aninhos, criada com certeza a base de cereal matinal importado com fruta fresca e mel de abelha. Cabelos castanhos claros e um belo par de olhos verdes. Perfeita, certinha pra usar à sombra de minha prancha...
   Isso tudo, vinha embalado, num pequeno biquíni preto, cavadinho, novinho em folha.
   Ela toda entusiasmada por conhecer os “amigos surfistas” do primo, e nós, mais que nunca, achando nessas alturas que o primo, era o cara mais legal do mundo.
      Ficamos ali sentados, ate que ela e o primo resolveram dar um mergulho rápido, “pra tirar o calor”; coisa de desacostumados. O mar, nesse dia, estava ótimo para o surf, ou seja, ondas altas e freqüentes.
      O primo, macaco velho, sem problema correu no meio das marolas e “pulou de ponta” furando uma onda baixa; e ela, a paulistinha linda, foi atrás, pulou de um lado e saiu do outro, molhada, linda, com a parte de cima do biquíni meio fora de lugar, deixando aparecer um algo a mais.
      Mas o que nos causou um reboliço indisfarçável, foi o fato de que a parte de baixo, estava exatamente onde imaginávamos, bem sobre os joelhos...
      Naquele dia na Barra, ate as ondas pararam.

7 comentários:

photoattraction disse...

Praia, cerveja, calor, "paulistinha"...
Que se pode pedir mais ?

CR disse...

Belíssimo trabalho!
Abraço.

Fernando Santos (Chana) disse...

Excelente trabalho....
Cumprimentos

Sérgio Pontes disse...

Bem que me apetecia dar um mergulho

Abraço

Jesús disse...

Bien captado un bonito día de playa.

Saludos.

Andreia disse...

Ficou colorida :)
Um belo dia de praia!

AndreiaL
http://omeuolharfotografia.blogspot.com/

ANRAFERA disse...

Detallista fotografía. Enhorabuena por la entrada y mis agradecimientos por tu visita a mi, vuestro, blog Diseño Gráfico con Photoshop.
Es un placer tenerte como seguidor.
Yo he hecho igual para tener cerca tu rincón y poder visitarlo siempre que pueda.
Un abrazo desde España.
Ramón

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